Em si mesmo

Em si mesmo, viver é uma arte
E na arte de viver
É, simultaneamente, o homem:
O artista e o objeto de sua arte
Assim como: o escritor e a palavra.
Ronye Márcio

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quarta-feira, julho 09, 2014


SASSAKI, Romeu Kazumi. Os desafios da inclusão na educação. In: __________. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. 8º ed. Rio de Janeiro: WVA, 1997.
 
 
 
Ronye Márcio Cruz de Santana[1]
 
 
 
RECENSÃO
 
Romeu Sassaki é assistente social e consultor sua experiência profissional foi construída no Brasil e no exterior. Entre as organizações onde ele atuou podemos destacar Secretarias Estaduais de Educação, Banco Mundial, Escola de Gente – Comunicação em inclusão, Associação Carpe Diem, Sociedade Pestalozzi de São Paulo, Apaes, Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Comitê Brasileiro de Tecnologia Assistiva, Federação das Indústrias em vários estados e Instituto Muito Especial.
 
INTRODUÇÃO
 
          O presente trabalho tem por finalidade fazer um estudo a partir dos desafios que a educação enfrenta ao lidar com alunos com deficiência, esse é o ponto chave da discussão do capítulo 5 do livro de Romeu Sassaki, cujo tema é Os desafios da inclusão na educação em que se norteiam discussões como Fases de desenvolvimento da educação, cuja temática é voltada para o princípio de atenção social em que as pessoas, as instituições o governo dão aos deficientes; como O Programa de Educação Inclusiva de Goiás, cuja fonte de inspiração foi as experiências publicadas como, por exemplo, Stainback & Stainback, 1999 e Salend de 1990. O projeto constava sensibilização, implantação, expansão e consolidação, com isso pode se dizer que aspectos fundamentais foram essências para a construção de uma sociedade mais aberta aos problemas do deficiente procurando acertar mais no processo educativo através das múltiplas inteligências. E na parte final A temática As sementes do conceito de educação inclusiva, cujo fato primordial é o ideal da igualdade de oportunidade em todos os setores da sociedade.
 
CITAÇÕES
 
A sociedade simplesmente ignorava, rejeitava, perseguia e explorava estas pessoas (...) (p. 126).
 
 
Excluídas da sociedade e da família, pessoas com deficiência eram geralmente atendidas em instituições por motivos religiosos ou filantrópicos e tenham pouco ou nenhum controle sobre a qualidade da atenção recebida. (p. 126)
 
 
Para que as pessoas com deficiência realmente pudessem ter participação plena e igualdade de oportunidades, seria necessário que não se pensasse tanto em adaptar as pessoas à sociedade e sim em adaptar a sociedade às pessoas (...). Isto deu surgimento do conceito de inclusão (...). (p. 127)
 
 
(...) a inclusão “questiona não somente as políticas e a organização da educação especial e regular, mas também o conceito de mainstreaming[2]. (SASSAKI apud MANTOAN, p. 128). 
 
 
As escolas inclusivas propõem um modo de se construir o sistema educacional que considera as necessidades de todos os alunos e que é estruturado em virtude dessa necessidade. A inclusão causa uma mudança de perspectiva educacional, pois não se limita a ajudar somente os alunos que apresentam dificuldades na escola, mas apoia a todos: professores, alunos, pessoal administrativo, para que obtenham sucesso na corrente educativa. (SASSAKI apud MANTOAN, p. 128).
 
 
(...) buscar o potencial nas identidades individuais significa descobrir talentos em todas as pessoas individualmente, partindo-se do pressuposto de que ninguém é tão severamente prejudicado que não possua uma habilidade. Se a mais prejudicada das pessoas possui uma habilidade, então todas as pessoas podem aprender; mas cada uma de uma maneira diferente das outras. (p. 134)
 
 
É, portanto, imprescindível valorizarmos a nossa crença de que “Todos poderão aprender se escolhermos os diferentes estilos de aprendizagem e as inteligências múltiplas de cada aluno”. Os estilos de aprendizagem são o modo como cada um de nós aprende melhor e as inteligências múltiplas constituem as habilidades que podemos utilizar para aprender qualquer coisa e realizar nossos objetivos. (p. 134)
 
 
Educação de qualidade é aquela que atende às necessidades de cada aluno, respeita o estilo de aprendizagem de cada aluno, propicia condições para o atingimento de objetivos individuais e utiliza as 12 inteligências de cada aluno. (p. 135)
 
 
(...) ao aplicarmos a teoria das inteligências múltiplas, abrimos uma ampla gama de situações relevantes e significativas para a vida do aluno, das quais extraímos os dados de avaliação da aprendizagem. Como princípio, nunca comparamos os alunos entre si, sempre os comparamos com os respectivos desempenhos anteriores de cada um. (p. 136)
 
 
Todos os integrantes da comunidade escolar devem ser informados e capacitados a respeito da teoria das inteligências múltiplas a fim de que a aplicação desta teoria se torna uma prática comum em toda a escola. (p. 136) 
 
 
O ideal de igualdade de oportunidades em todos os setores, incluindo a educação, oficialmente documentado pela ONU em 1981, foi novamente consagrado em 1983 no Programa Mundial de Ações Relativas às Pessoas com Deficiência. (p. 137) 
 
PARECER CRÍTICO                
 

          Para se construir uma sociedade coesa toda ela deve estar irmanada e, como tal pressupõe que as famílias e as instituições estejam adaptadas a toda e qualquer pessoa a garantir acessibilidade e possibilidades de desenvolvimentos pessoal, para isso um fator preponderante para a política de inclusão social, profissional e pessoal tem como base a educação, pois é nela que se garante o princípio idôneo do desenvolvimento das habilidades e capacidades.
          Com isso, intui-se que todo o sistema educacional deveria estar apto a desenvolver e a preparar o cidadão a partir das competências e habilidades para que o aluno aja socialmente como um ser crítico e competente dentro e fora do ambiente sócio-profissional.
           O que deve ser analisado é que a escola tem que planejar políticas que garantam o ensino e aprendizagem e, para isso o sistema educacional deve se reestruturar como um todo para que possa garantir a acessibilidade a todos os cidadãos. Como base nessa ideia o sistema educacional precisa reunir toda a sociedade – comunidade, empresas, centros religiosos, família e a comunidade escolar para organizar as políticas educacionais, melhorá-las e desenvolver processos de inclusão a todos, para que isso aconteça a avaliação é um processo fundamental para a tomada de decisões para construir uma educação de qualidade.
          Para que aja ensino e aprendizagem as escolas têm que se adaptar às necessidades de cada aluno, cujo ensino tem que ser de forma integral e abranger as inteligências múltiplas mas para isso ocorrer as escolas têm que adaptar seu currículo e seu processo metodológico às potencialidades de cada aluno, cuja finalidade do processo avaliativo é desenvolver as habilidades e fazer comparativo com o seu último desempenho e saber se foi atingindo ou melhorado, sendo assim as instituições, de modo geral, efetivam e balizam o direito a igualdade e a oportunidade de inclusão e ascensão social.
          A obra é importante para todo aquele que se interessa pelo tema e queira crescer, pois traz uma explicação clara e convincente a partir do assunto inclusão. O autor nos traz uma vasta gama de informação sobre lutas e conquistas. No tocante as leis houve movimentos que Sassaki reportou a história para que o leitor se situasse e compreendesse toda a luta e sofrimento que as pessoas enjeitadas, de uma forma ou de outra, sofriam na sociedade.
          Esta obra possui um teor relevante para todo profissional que queira construir uma sociedade mais justa e igualitária a beneficiar àqueles que procuram conhecer, estudar e aprofundar seus conhecimentos na área da inclusão. No contexto social e empresarial a obra traz relevantes contribuições para que todos os profissionais e cidadãos reflitam, construam e efetivam projetos inclusivos e integradores a todas as pessoas que possuam uma habilidade especial e garantam, não só o ideal de igualdade, mas também a igualdade de oportunidade a todos sem distinção.


MAPA CONCEITUAL



 
 




[1] Acadêmico do Curso de Letras. Fichamento da obra Inclusão: construindo uma sociedade para todos de Romeu Sassaki na Disciplina de Libras e Educação Inclusiva com a orientação da Prof. Josefa Risomar Rosário Santa Rosa para inclusão das atividades de Portfólio como nota parcial da disciplina.
 
[2] “O mainstreaming de género consiste na (re) organização, melhoria, desenvolvimento e avaliação dos processos de tomada de decisão, por forma a que a perspectiva da igualdade de género seja incorporada em todas as políticas, a todos os níveis e em todas as fases, pelos actores geralmente implicados na decisão política. ”
(Definição do Conselho da Europa)
Disponível em: http://www.igualdade.gov.pt/INDEX_PHP/PT/MAINSTREAMING_DE_GENERO.HTM. Acessado em 31 de maio de 2014 às 15h 41min.
 

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