SASSAKI, Romeu
Kazumi. Os desafios da inclusão na educação. In: __________. Inclusão: construindo uma sociedade para
todos. 8º ed. Rio de Janeiro: WVA, 1997.
Ronye
Márcio Cruz de Santana[1]
RECENSÃO
Romeu Sassaki é assistente social e
consultor sua experiência profissional foi construída no Brasil e no exterior.
Entre as organizações onde ele atuou podemos destacar Secretarias Estaduais de
Educação, Banco Mundial, Escola de Gente – Comunicação em inclusão, Associação
Carpe Diem, Sociedade Pestalozzi de São Paulo, Apaes, Conselho Nacional dos
Direitos das Pessoas com Deficiência, Comitê Brasileiro de Tecnologia
Assistiva, Federação das Indústrias em vários estados e Instituto Muito
Especial.
INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem por finalidade fazer um estudo a
partir dos desafios que a educação enfrenta ao lidar com alunos com deficiência,
esse é o ponto chave da discussão do capítulo 5 do livro de Romeu Sassaki, cujo
tema é Os desafios da inclusão na
educação em que se norteiam discussões como Fases de desenvolvimento da educação, cuja temática é voltada para o
princípio de atenção social em que as pessoas, as instituições o governo dão
aos deficientes; como O Programa de
Educação Inclusiva de Goiás, cuja fonte de inspiração foi as experiências
publicadas como, por exemplo, Stainback & Stainback, 1999 e Salend de 1990.
O projeto constava sensibilização, implantação, expansão e consolidação, com
isso pode se dizer que aspectos fundamentais foram essências para a construção
de uma sociedade mais aberta aos problemas do deficiente procurando acertar
mais no processo educativo através das múltiplas inteligências. E na parte
final A temática As sementes do conceito
de educação inclusiva, cujo fato primordial é o ideal da igualdade de
oportunidade em todos os setores da sociedade.
CITAÇÕES
A sociedade simplesmente ignorava,
rejeitava, perseguia e explorava estas pessoas (...) (p. 126).
Excluídas da
sociedade e da família, pessoas com
deficiência eram geralmente atendidas em instituições por motivos religiosos ou
filantrópicos e tenham pouco ou nenhum controle sobre a qualidade da atenção
recebida. (p. 126)
Para que as
pessoas com deficiência realmente pudessem ter participação plena e igualdade
de oportunidades, seria necessário que não se pensasse tanto em adaptar as
pessoas à sociedade e sim em adaptar a sociedade às pessoas (...). Isto deu
surgimento do conceito de inclusão
(...). (p. 127)
(...) a inclusão
“questiona não somente as políticas
e a organização da educação especial e regular, mas também o conceito de mainstreaming[2]”.
(SASSAKI apud MANTOAN, p. 128).
As escolas inclusivas
propõem um modo de se construir o sistema
educacional que considera as necessidades de todos os alunos e que é
estruturado em virtude dessa necessidade. A inclusão causa uma mudança de
perspectiva educacional, pois não se limita a ajudar somente os alunos que
apresentam dificuldades na escola, mas apoia a todos: professores, alunos,
pessoal administrativo, para que obtenham sucesso na corrente educativa.
(SASSAKI apud MANTOAN, p. 128).
(...) buscar o potencial nas
identidades individuais significa descobrir talentos em todas as pessoas
individualmente, partindo-se do pressuposto de que ninguém é tão severamente
prejudicado que não possua uma habilidade.
Se a mais prejudicada das pessoas possui uma habilidade, então todas as pessoas
podem aprender; mas cada uma de uma maneira diferente das outras. (p. 134)
É, portanto, imprescindível
valorizarmos a nossa crença de que “Todos poderão aprender se escolhermos os
diferentes estilos de aprendizagem e
as inteligências múltiplas de cada aluno”. Os estilos de aprendizagem são o
modo como cada um de nós aprende melhor e as inteligências múltiplas constituem
as habilidades que podemos utilizar para aprender qualquer coisa e realizar
nossos objetivos. (p. 134)
Educação de qualidade é aquela que atende
às necessidades de cada aluno, respeita o estilo de aprendizagem de cada aluno,
propicia condições para o atingimento de objetivos individuais e utiliza as 12
inteligências de cada aluno. (p. 135)
(...) ao aplicarmos a teoria
das inteligências múltiplas, abrimos uma ampla gama de situações relevantes e
significativas para a vida do aluno, das quais extraímos os dados de avaliação da aprendizagem. Como
princípio, nunca comparamos os alunos entre si, sempre os comparamos com os
respectivos desempenhos anteriores de cada um. (p. 136)
Todos os
integrantes da comunidade escolar
devem ser informados e capacitados a respeito da teoria das inteligências
múltiplas a fim de que a aplicação desta teoria se torna uma prática comum em
toda a escola. (p. 136)
O ideal de igualdade de oportunidades em
todos os setores, incluindo a educação, oficialmente documentado pela ONU em
1981, foi novamente consagrado em 1983 no Programa
Mundial de Ações Relativas às Pessoas com Deficiência. (p. 137)
PARECER CRÍTICO
Para se construir uma sociedade coesa toda ela deve estar
irmanada e, como tal pressupõe que as famílias e as instituições estejam
adaptadas a toda e qualquer pessoa a garantir acessibilidade e possibilidades
de desenvolvimentos pessoal, para isso um fator preponderante para a política
de inclusão social, profissional e pessoal tem como base a educação, pois é
nela que se garante o princípio idôneo do desenvolvimento das habilidades e
capacidades.
Com isso, intui-se que todo o sistema educacional deveria
estar apto a desenvolver e a preparar o cidadão a partir das competências e
habilidades para que o aluno aja socialmente como um ser crítico e competente dentro
e fora do ambiente sócio-profissional.
O que deve ser
analisado é que a escola tem que planejar políticas que garantam o ensino e
aprendizagem e, para isso o sistema educacional deve se reestruturar como um
todo para que possa garantir a acessibilidade a todos os cidadãos. Como base
nessa ideia o sistema educacional precisa reunir toda a sociedade – comunidade,
empresas, centros religiosos, família e a comunidade escolar para organizar as
políticas educacionais, melhorá-las e desenvolver processos de inclusão a
todos, para que isso aconteça a avaliação é um processo fundamental para a
tomada de decisões para construir uma educação de qualidade.
Para que aja ensino e aprendizagem as escolas têm que se
adaptar às necessidades de cada aluno, cujo ensino tem que ser de forma
integral e abranger as inteligências múltiplas mas para isso ocorrer as escolas
têm que adaptar seu currículo e seu processo metodológico às potencialidades de
cada aluno, cuja finalidade do processo avaliativo é desenvolver as habilidades
e fazer comparativo com o seu último desempenho e saber se foi atingindo ou
melhorado, sendo assim as instituições, de modo geral, efetivam e balizam o
direito a igualdade e a oportunidade de inclusão e ascensão social.
A obra é importante para todo aquele que se interessa pelo
tema e queira crescer, pois traz uma explicação clara e convincente a partir do
assunto inclusão. O autor nos traz
uma vasta gama de informação sobre lutas e conquistas. No tocante as leis houve
movimentos que Sassaki reportou a história para que o leitor se situasse e
compreendesse toda a luta e sofrimento que as pessoas enjeitadas, de uma forma
ou de outra, sofriam na sociedade.
Esta obra possui um
teor relevante para todo profissional que queira construir uma sociedade mais
justa e igualitária a beneficiar àqueles que procuram conhecer, estudar e
aprofundar seus conhecimentos na área da inclusão. No contexto social e
empresarial a obra traz relevantes contribuições para que todos os
profissionais e cidadãos reflitam, construam e efetivam projetos inclusivos e
integradores a todas as pessoas que possuam uma habilidade especial e garantam,
não só o ideal de igualdade, mas também a igualdade de oportunidade a todos sem
distinção.
MAPA CONCEITUAL
MAPA CONCEITUAL
[1] Acadêmico do Curso de
Letras. Fichamento da obra Inclusão:
construindo uma sociedade para todos de Romeu Sassaki na Disciplina de
Libras e Educação Inclusiva com a orientação da Prof. Josefa Risomar Rosário
Santa Rosa para inclusão das atividades de Portfólio como nota parcial da
disciplina.
[2] “O
mainstreaming de género consiste na (re) organização, melhoria, desenvolvimento
e avaliação dos processos de tomada de decisão, por forma a que a perspectiva
da igualdade de género seja incorporada em todas as políticas, a todos os
níveis e em todas as fases, pelos actores geralmente implicados na decisão política.
”
(Definição do Conselho da Europa)
Disponível em: http://www.igualdade.gov.pt/INDEX_PHP/PT/MAINSTREAMING_DE_GENERO.HTM. Acessado em 31 de maio de 2014 às 15h 41min.
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