Em si mesmo

Em si mesmo, viver é uma arte
E na arte de viver
É, simultaneamente, o homem:
O artista e o objeto de sua arte
Assim como: o escritor e a palavra.
Ronye Márcio

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sábado, março 26, 2011

Quem é o povo. A questão fundamental da democracia

MÜLLER, Friedrich. Trad. NAUMANN, Peter. Quem é o povo. A questão fundamental da democracia. 4 ed. São Paulo. Revista dos tribunais, 2010.


Ronye Márcio Cruz de Santana

Para Friedrich Müller as leis sofrem influências negativas de uma corporeidade de sucesso no qual recaem as normas a respeito do campo das teorias jurídicas, implicando assim na produção de danos materiais e pessoais enfraquecendo o espírito dos direitos nacionais europeu, em que fere as leis dos direitos do homem e do cidadão em detrimento dos direitos germânicos.

O estudo do professor contribuiu para o desenvolvimento de uma filosofia denominada hermenêutica, reforçando assim a estrutura de um método mais racional. Com base ao método de articular e pensar uma obra de direito constitucional, acaba-se de estreitar a visão positivista de um nacionalismo propriamente jurídica, no qual o nacionalismo-positivismo deforma de certo modo a ciência jurídica de um país.

Seja como for, a existência de um universo jurídico-político tem como obstáculo o padrão da função hierárquica dentro de uma organização política, na qual a natureza organizacional exclui do panorama nacional a democracia.

Em diferentes épocas, o terno morfológico povo teve vários significados, no período da Revolução industrial esse termo significava operários e lavradores. Com o advento da Declaração dos direitos do homem e do cidadão o termo povo passou a significar também nação, idealizando e exercendo a influência de um poder no quais todos compartilham e usufruem os direitos de cada país.

Dependendo do regime (monárquico, democrático,...) ou que se consolida em cada país o vocábulo a que se refere a povo muda de acordo com a designação de um regime ou cultura. De acordo com a legislação, povo é todo aquele faz parte de um grupo de indivíduos que formam uma nação ou vivem numa mesma região e é por causa desse sentido de povo é que somos, efetivamente, reconhecidos como cidadãos. O povo como um estado constitucional moderno torna-se o poder e, como tal, transforma-se na práxis efetiva de um resultado, que também se fundamenta na meta de uma luta política e transforma a palavra povo no contexto polissêmico. Contudo a soberania da população se caracteriza na mera redução da ideologia dos envolvidos, os dominados e os dominantes, já que os representantes são os que agem pelo povo.

A ciência política liga-se a uma concepção naturalista em que se denomina uma política jurídica no âmbito ético e sociológico, no qual se quer justificar o aparelho ideológico do estado, sendo evidente a efetivação da legitimação do sistema político que tenta fundamentar a idéia de democracia, porém um estado não pode sustentar um sistema republicano sem a intervenção do povo ou dos políticos, para se consolidar como nação precisa-se de um único corpo que abrange o sistema sócio-político de um país.

No final o autor conclui abordando sobre a legitimação da democracia e o processo pelo qual essa legitimidade vem interferir no poder constituinte do povo.

Manual de Redação: Guia prático da Língua Portuguesa

MAZZAROTTO, Luiz Fernando. CAMARGO, Davi Dias de. SOARES, Ana Maria Herrera. Manual de Redação: Guia prático da Língua Portuguesa. São Paulo: DCL, 2001.


Ronye Márcio Cruz de Santana
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O Manual de Redação é uma excelente obra para aqueles que desejam compreender as idéias de um texto. Saber como são suas relações com a semântica e essencialmente ensina como manter a forma de um texto coeso e coerente em todas as suas nomenclaturas e normas gramaticais, cujas características fortalecem a unidade textual e a elegância.

Atualmente, a necessidade de escrever vem se tornando cada vez maior, por causa das mídias sociais, e este fator é preponderante para àquele escritor no mundo virtual, visto que a grafia é o meio de comunicação entre o comunicador e o receptor desse veículo de comunicação, e tal mensagem tem que conter a fluidez e a clareza maior possível a que possa ler o texto, por esse ponto de vista é que é sempre bom ter um manual à mão para que se possa consultar e resolver problemas de ordem estrutural, sintático e morfológico, norteando uma forma simples e precisa de um texto bem elaborado.

Esse Guia Prático da Língua Portuguesa é dividido em cinco partes, sendo que as três primeiras são elaboradas por Mazzarotto. A primeira parte tem como tema Teoria da redação, nesse capítulo o autor aborda assuntos como A redação e os bloqueios que norteia explicações dos problemas que as pessoas têm ao fazerem uma redação, traça um pequeno perfil de pessoas que dão branco ao escrever ou, até mesmo, a ansiedade de produzir algo que seja aterrorizante no nosso contexto educacional.

Para quem é um iniciante pode começar a perder o medo de produzia, pois o autor prossegue com a obra explicando como são os Tipos de redação, aqui ele elenca diversos pontos simples e de fácil compreensão sobre o que seja Descrição, Narração e Dissertação, todas essas categorias são colocadas de forma objetiva e o mais clora possível para que possa o leitor compreender a estrutura e o esquema de elaboração de um texto literário ou não.

A segunda parte tem como tema A redação nos vestibulares, nesse capítulo o autor aborda assuntos como Os erros mais freqüentes que o vestibulando comete e com isso ele traz lembretes fundamentais para que não cometa o mesmo erro e, logo após, traz um seleção de temas que foram freqüentes nos vestibulares no Brasil, perpassando por instrumentos gerais que faz com que o candidato tome cuidado com a elaboração e a conclusão das propostas de redação nos vestibulares.

Na terceira parte, Mazzarotto nos traz vários exemplos de Redação escolar, comercial e oficial, partindo das cartas comerciais às regras destas, bem como a Ata, Circular, Certificado, Contrato, Memorando, Ordem de serviço, Procuração, Recibo, Relatório, Currículo, passando por Apresentação e Redação oficial como o Ofício, Requerimento, Decreto Despacho, Auto, Aviso, Ato, Acórdão, Boletim, Comunicado, Edital, Folha corrido e Portaria. Todo isso faz com que o seu material fosse completo no quesito produção textual, principalmente para as áreas que mexe com produção escrita.

A quarta parte tem como tema Interpretação de textos, nesse capítulo o autor Davi Dias de Camargo aborda assuntos como a intencionalidade textual focando o sentido lógico e o sentido simbólico das palavras, isto é, demonstra com uma clareza ímpar a polissemia que as palavras têm contidas nos texto e para isso ele foca o estudo da denotação e conotação que são recorrentes na produção escrita.

Com o mesmo afinco o autor faz comparações textuais com o grau de compreensão dos textos para aquilo que chamamos de Figuras de Linguagem e que cada uma delas se revela uma chama viva de intencionalidade e de complexidade para os olhos vendados dos não leitores e analfabetos.

No último capítulo Ana Maria Herrera Soares nos apresenta um Guia prático de redação, nessa parte ela objetiva desenvolver com o guia condições para que o aluno ou o estudante possa desenvolver habilidades necessárias para redigir com clareza, fluidez e originalidade um texto, no mínimo, criativo em que possa embasar coerentemente nas normas da morfossintaxe, com isso ela traz uma subárea com o tema Especificações, aqui é abordado todo tipo de dúvidas que as pessoas têm ao escrever em relação a algumas expressões e até mesmo com o sentido que algumas palavras são postas no texto.

Concluindo a parte do guia ela produz um vocabulário com todas as palavras que causam dificuldade de escrever, tornando assim muito mais fácil e simples a consulta do material, e logo após monta um caderno de atividades com questões que foram colocadas nos vestibulares que foram aplicados no Brasil. Com todo isso esse material é muito precioso para aqueles que gostam de produzir um texto e não tem segurança para escrever.

O Manual de Redação é uma obra excelente para os estudantes de uma forma geral, no entanto, o guia é apropriado para os estudantes de todas as áreas, especificamente para as áreas de Licenciatura (Letras, Pedagogia e etc.) e Bacharelado (Contabilidade, Administração e etc.), visto que o manual traz reflexão a análise competente para esse estudo de produção escrita.

sábado, fevereiro 26, 2011

PÉRICLES ALEXANDRE

Copyright by Ronye Márcio
Feito em 05/11/03 às 10h15min
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Peraltices e energia
É o que ele de real tem
Risonho e muita folia,
Irreverente é também
Calmo quando bem quer,
Logra a cada instante.
Ele é o meu bem-me-quer,
Seja afoito ou fatigante.

Ás nestes labores lúdicos,
Logo perde o pudor
É esperto como os Índicos.
Xodó do pai é ___condor,
Assim, igual ou tal qual
Ninguém há de negar isto.
Deus! Sonho esse, o qual
Recordo- me e tenho visto
E sonhamos com gene misto.

Meu Deus! Que sonho não era
Ah! Se um dia realizar,
Rir com este filho pudera;
Tanto desejo a atar
Iguais aos dela, os meus.
Nem que movesse o céu...
Só com a permissão de Deus.

Debruço ___orações e o véu
E entre lágrimas e choro

São relembrados os dias
Antes e depois do choro,
Nestas horas de alegrias
Todos nós lembramos o ouro,
A nós cedido por Deus;
Nos meus dias e nos teus
Afim desse filho d’ouro.

Como ler, entender e redigir um texto

FAULSTICH, Enilde L. de J. Como ler, entender e redigir um texto. Petrópolis, RJ: Vozes, 1987.
Ronye Márcio Cruz de Santana
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Todo texto ao ser produzido permeia uma complexidade tanto para quem o faz como para quem o ensina. Quando se pensa em redigir, todo produtor de texto tem que possuir estilo próprio e esquemas estilísticos que faça com que o leitor possa ler, pensar e entender o texto, pois se sabe que todo texto possui um intertexto, hipertexto carregado de ideologia e ideias sublimares. Na escrita percebe-se que ao criá-la expõe ideias e pensamentos que já são pré-estabelecidos. A redação escolar tem um formato esquelético e engessado, pois em cada aula promove-se uma relação de esquemas pré-moldados para que os alunos sigam este exemplo. Redigir requer uma análise técnica e estilística do autor-escritor e ao mesmo tempo mostra e demonstra o que o autor pensa sobre determinado assunto. As conversas não são registros escritos, porém representam um discurso que é entendido e proliferado pelo ouvinte, e esta comunicação estabelecida é que permeia o texto por meio da oralidade. O redigir é uma ação que coloca em prática aquilo que se pretende resolver ou solucionar, por essa razão seja qual for a natureza do texto, seja um problema de matemática, de física, de química, ou contando uma história, ou descrevendo uma cena, ou um fato e, mesmo ainda, o seu ponto de vista está construindo um texto. Na obra Como ler, entender e redigir um texto o foco da leitura é informar ao escritor ou a quem pretende escrever um panorama de como ler um texto técnico com sua estrutura e suas inferências e uma análise de compreensão das ideias textuais, em que se possa explorar com segurança e habilidade para construí-lo sem aquele terror de como começar um texto. A autora dividiu a obra em duas partes. Na primeira é separado em quatro eixos temático: o primeiro eixo sob o tema Com a intenção de ler a autora permeia o campo da busca da informação que é busca e a pesquisa sobre o assunto, por essa razão que a leitura é fundamental. Nesse foco ela traz os tipos de leitura como leitura informativa em que se pretende fazer o processo de seleção textual; fazer leitura crítica que é a pertinência em que os conteúdos estão envolvidos nas sentenças-tópico e por último a leitura interpretativa que envereda a capacidade do conhecimento e do domínio da leitura de informação. O segundo eixo sob o tema Texto e entendimento em que busca e relação da leitura informativa coerente em relação às capacidades cognitivas com isso o leitor terá a capacidade de fazer uma inter e intrarrelação textual com maior eficiência e eficácia. Por isso, observam-se as relações com as capacidades cognitivas de Bloom efetivando, assim o pleno desenvolvimento do texto. O terceiro eixo sob o tema Palavras e vocábulos: unidades essenciais de texto em que foca o sentido da palavra em denotação ou conotação, levando o escritor compreender que as palavras possuem um sentido tanto no plano real quanto no plano imaginário, isto é, poético. Para não fugir da essência da frase e da temática a autora propõe que se tenha o conhecimento necessário do valor semântico de cada palavra e que o conjunto vocabular pode representar uma técnica textual que Faulstich denomina de corpus que é a formação frásica em que compõe o parágrafo e constitui o texto. A relação vocabular e o campo lexical sofrem relações de sentidos como uma variante em relação à sinonímia e hiponímia, tal variante recorre à correlação simétrica e assimétrica da linguagem vocabular. A estrutura de vocábulo em campo lexical investiga o arquilexema no seu sentido mais abrangente, e o ponto restrito em que vigora a relação da ideia do texto. O quarto eixo sob o tema Produção do texto: a dissertação apresenta pontos que instrui de modo simples escrever delimitando as ideias e o assunto, relação da pesquisa e tema e por último o objetivo a que se propõe o texto. O texto expositivo-dissertativo estrutura-se em introdução com sua tese, desenvolvimento que permeia as idéias fundamentadas e conclusão que é o desfecho com a síntese da introdução e o desenvolvimento. O texto dissertativo-argumentativo baseia-se pela proposição que é a tese do autor; a concordância parcial que representa os dados para embasar o argumento; a contestação ou a refutação que abrange a contra-argumentação que se opõe à tese e por fim a conclusão que tem a finalidade de explicar em síntese o trabalho. Na segunda parte é separado em quatro eixos temático: O primeiro eixo sob o tema Sintaxe de construção demonstra como se constitui e obedece a ordem frásica que se classifica em ordem sintática, ordem lógica e ordem harmoniosa, seja como for uma frase sem conjunção gera uma frase fragmentada e sem intenção. O segundo eixo sob o tema A vírgula no contexto sintático retrata a relevância da marcação da pausa sintática indicando funções distintas como o separar e o isolar termos dentro do período. O terceiro eixo sob o tema Conversando sobre crase a autora revela que a crase assume uma razão de regência em que os usos são obrigatório e facultativo. E por fim o último tema que é Temas sugeridos para redação que é um apanhado geral de sugestões que são pedidos nos cursos e nos vestibulares. O objetivo geral da obra é a melhoria do discente na produção textual e na construção do tema para uma melhor clareza nas ideias a serem redigidas.

PALAVRAS-CHAVE: como ler; como entender; como pesquisar; como produzir.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

A Good Friendship

By Ronye Márcio Cruz de Santana

Who is always prepared to help you?

__ The friend.

He isn’t selfish.

He’s a good listener.

A good friend shares his problems with you.

Being friend isn’t to lie to you.

Being a good friend isn’t jealous of your success.

A friend is very patient.

He understands what you are thinking and wanting it.

terça-feira, janeiro 11, 2011

UM ADEUS

Copyright by Ronye Márcio
Feito em 30 de Abril de 1996
Às 9h35min. da manhã

O seu olhar congelou a minha alma.
As suas palavras tocaram meu coração.
Não consigo distinguir as minhas lágrimas
Dos da chuva, às gotas do inverno
E das do suor de verão;

Ambas fluentes, constantes.
Ambas é a solidão.
Uma percorre ao peito,
A outra penetra __ o coração.

Não me dê às costas,
Peço-te aflito uma explicação,
Olhe nos meus olhos,
Porém a caminhar continuou,
Seus passos foram largos,
Nos seus passos largos me abandonou.

Essa chuva constante
Ao meu corpo
Á minha alma,
Que sem sentidos fiquei
Sem direção.

Se, hoje, chora a minha alma,
Goteja de sangue o meu coração,
Se não sinto nada por dentro,
Só pareço por fora __ depressão,

Você matou a minha alma
E arrancou o meu coração,
Ofereci-te o meu amor,
Mas foi o meu coração que você levou.

Auto

Copyright by Ronye Márcio
Publicado em www.webartigos.com

3. Teat1. Composição2 dramática3 originária da Idade Média, com personagens geralmente alegóricas4, como os pecados, as virtudes, etc., e entidades5 como santos, demônios, etc., e que se caracteriza pela simplicidade da construção, ingenuidade da linguagem, caracterização exacerbada e intenção moralizante podendo, contudo, comportar também elementos cômicos6 e jocosos7.

1. s.m. 1.Edifício onde se representam obras dramáticas, óperas, etc..2. A arte de representar; o palco. 3. Coleção de obras dramáticas de um autor, época ou nação. 4. Lugar onde se passa algum acontecimento memorável; palco.

2. s.f. 4.Produção literária ou artística.

3. adj. 1. De, ou pertencente ou relativo a drama3.1. Que representa dramas. 3. Comovente político.

3.1. s.m. 1. Teat. Designação de composição dialogada ou teatral; texto ou peça teatral; comedia. 2. Teat. Peça teatral em que o cômico se mistura com o trágico. 3. Série de episódio complicado ou patético. 4. Acontecimento terrível, sinistro; catástrofe.

4. adj. Referente a alegoria4.1

4.1. s.f. 1. Exposição de um pensamento sob forma figurada. 2. Ficção que representa uma coisa para dar idéia de outra. 3. Seqüência de metáforas que significam uma coisa nas palavras e outra no sentido. 4. Obra de pintura ou de escultura que representa uma idéia abstrata por meio, de formas, que a tornam compreensível. 5. Simbolismo concreto que abrange o conjunto de toda uma narrativa ou quadro, de maneira que a cada elemento do símbolo corresponda um elemento significado ou simbolizado.

5. s.f. 1. Aquilo que constitui a essência de uma coisa; existência; individualidade; ente, ser. 2. Tudo quanto existe ou pode existir.

6. Adj. Relativo à comédia6.1; burlesco. 2. Que faz rir por ser engraçado ou ridículo; burlesco.

6.1. s.f. 1. Teat. Obra ou representação teatral em que predominam a sátira6.1.1 e a graça.

6.1.1. S.f. 1. Composição poética que visa a censurar ou ridicularizar defeitos ou vícios. 2. Qualquer escrito ou discurso picante ou maldizente. 3. Troça6.1.1.1, zombaria, ironia. 4. Censura jocosa.

6.1.1.1. s.f. 1. v. zombaria. 2. v. graça. 3. bras. pândega, farra. 4. bras. vida devassa. 5. pop. ajuntamento (de pessoa); multidão.

7. (ô). Adj. que provoca o riso; chistoso, faceto, alegre.

terça-feira, janeiro 04, 2011

A escola tem uma função social, democrática e transformadora

Por Ronye Márcio

A escola se depara com a nova realidade social que implica em novos paradigmas educacionais, por isso, é necessário dinamizar o ensino preparando os educandos para a sociedade, capitalista, moderna, tecnológica, informatizada na qual estamos inseridos. Diante dessa realidade é coerente buscar uma educação significativa através de uma postura dialética para a formação dos indivíduos.

O meio educacional tem uma função social que deve priorizar uma educação democrática transformadora da realidade em que vivemos desenvolvendo nos alunos uma consciência crítica que lhes permitam analisar o meio alienante e ideológico no qual se encontra a sociedade capitalista.

Educar é um fenômeno social específico que envolve aspectos que vão além dos muros da escola, pois, o indivíduo não se educa somente na escola, mas, em todo o contexto social em que está inserido caracterizando uma educação informal que adquire nas instituições sociais, como a igreja, a família, o clube esportivo, os grupos de convivência entre outros, além disso, através dos meios tecnológicos, como a internet, o indivíduo entra em contato com vários tipos de informações, o que traz novos desafios para a educação formal. Compreende-se que a educação deve ser voltada para a realização plena dos objetivos pessoais e coletivos de forma que possa satisfazer sua função social, enquanto sujeito transformador dos meios pessoal, educacional, social e religioso.

É nesse contexto que a educação se depara com o desafio de exercer seu papel de formador de indivíduo para a sociedade, mas, sofre diversas interferências dos sistemas administrativos, sociais, culturais, religiosos, entre outras. A construção pessoal considera aspectos de desenvolvimento interpessoal e social, em que se dá a possibilidade de poder modificar as convicções e posturas do ser humano. Cada pessoa carrega valores, crenças e costumes que vão sendo incorporados à medida que conhece e entra em contato com novos saberes, informações e culturas, para isso ele precisa ter uma ação concreta em busca da educação dialética para que possa tornar-se um ser autônomo, para que a mudança se torne real e efetiva. Toda mudança só é válida quando é aceita mediante a um processo contínuo de aprimoramento e aperfeiçoamento em que envolva a crítica e a autocrítica.

O professor enquanto profissional da educação deve ter consciência de sua responsabilidade e de seu poder como orientador e formador dos educandos. Por isso, deve priorizar os princípios metodológicos, dialéticos e críticos para uma formação social do aluno tornando-o autônomo, questionador e pesquisador dos seus problemas sociais, transformando-o num ser consciente e agente do processo sócio-educativo.

Nesse processo da construção educacional o professor depara-se com a uma série de elementos a ser considerada para melhor desenvolver sua prática pedagógica, entre elas sua formação enquanto profissional. Ter uma formação continuada que lhe permita uma visão holística da realidade para que possa desenvolver no seu fazer pedagógico um momento de construção social crítica e transformadora da realidade através de uma educação significativa.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

A democracia garante a igualdade social no mundo globalizado?

Por Ronye Márcio

É possível que a sociedade garanta uma mudança efetiva nas estruturas socioeconômicas de seu país, para isso é fundamental que o cidadão esteja antenado às variações do mundo do mercado internacional, e que compreenda a diversidade cultural dos temas e da sociedade a que se pretenda conhecer economicamente, mas a complexidade do processo de globalização requer das pessoas uma liderança e uma capacitação para se gerir uma sociedade e um mercado.

O homem é o objeto consumidor do mercado global, isto é, a parte influenciável e manipulável de todos os setores sociais, com isso, o modo de vida dessa sociedade vem se transformando em um mercado de consumidores compulsivos e sem freios nos atos socioeconômicos, pensando nisso Chiavenato nos esclarece sobre a esse mercado globalizado e consumidor:

A globalização consolidou no Brasil o consumo ideológico.
Atende às necessidades reais das classes média e média alta, que precisam de uma televisão de 29 polegadas e\ou de um carro BMW, queimar charutos ou beber vinhos importados. Um moderado consumidor de charutos cubanos e vinhos franceses pode gastar mensalmente de três a dez salários mínimos para satisfazer sua “necessidade”. Essa é uma despesa pessoal: se ele for anfitrião e dividir os seus prazeres, os seus multiplicam-se. São necessidades que se incorporam nas classes médias e alta e representam nova ideologia predominantemente no país. Considerar o seu caráter alienante e seus aspectos desumanos, que reduzem o homem a um animal consumidor, é outra questão. Estamos situando uma realidade que permite a vitoriosa expansão do consumismo global. (2004, p. 30-31)

Com a crescente demanda de produtos ficou inevitável a procura por uma demanda econômica e tecnológica, fatores que foram preponderantes ao desenvolvimento de toda uma sociedade, por isso, “os processos de globalização geralmente se agilizam quando ocorre um sensível avanço tecnológico” (CHIAVENATO, 2004, p. 9), isso determina e exclusão de boa parte de uma sociedade analfabeta e atecnológica, para isso o mercado proporciona uma demanda crescente de produtos no comércio e utiliza os meios de comunicação como um veículo de manipulação da massa, influenciando-os a comprarem um produto que na maior parte das vezes é inútil ao seu convívio.

A diversidade do consumo identifica-se com a diversidade do poder político. Como temos direito de consumir, temos direito ao poder político. Se há vários tipos de poder. Essa diversidade brasileira, que na política recebeu o nome de democracia e na economia o de neoliberalismo ou globalização, permite o discurso de uma sociedade igualitária. (CHIAVENATO, 2004, p. 51)

Com isso podemos perceber que a sociedade não está preparada para o mercado consumidor e a realidade social no qual está inserido, por esse motivo é que podemos perceber que a democracia não é garantida e é mascarada na forma de uma cidadania aparente no qual se luta pelos direitos. O neoliberalismo promove uma aparente realização e ascensão social, mas o que realmente ele promove é a alienação e a manipulação controlada dessa sociedade a começar pelo sistema educacional pensando assim podemos perceber que:

Se relacionarmos a liberdade vivida, as condições de educação e saúde do povo e a força dos meios de comunicação, reproduzindo direta e indiretamente o discurso do poder, verificaremos como é fácil implantar no imaginário popular conceitos que favorecem o sistema e os seus modos de comunicação. (CHIAVENATO, 2004, p. 51)

Com isso podemos concluir que uma democracia não garante uma sociedade igualitária a todos, já que a sociedade política e financeira exerce uma influência na sociedade de massa, deixando-os submissos e passivos. Com o advento do processo tecnológico deveríamos ter uma sociedade mais justa, mais digna e igualitária, por isso é que a globalização gerou uma ilusão de bem estar social pelo poder de consumir e usufruir sem ser significativo para suas vidas.

REFERÊNCIA:

CHIAVINATO, Júlio José. Ética globalizada & sociedade de consumo. São Paulo: Moderna. 2004.

O texto narrativo

Por Ronye Márcio

O princípio do texto narrativo é discorrer sobre os fatos, ou seja, é o relato de episódios do cotidiano ou não. A sequência discursiva é ao mesmo tempo o enredo e a ação das personagens nesse fato.

Toda história mantém uma estrutura factual, começo, meio e fim, isto é, um enredo uno, coeso e coerente.

Em resumo, a narrativa é composta por fatos, histórias ou vários deles. O esquema narrativo é composto por alguns elementos essenciais que devem responder as seguintes perguntas:

1. O que? (o acontecimento a ser narrado);
2. Quem? (a personagem principal, protagonista);
3. Quem? (o antagonista);
4. Como? (a maneira como se desenrolou o acontecimento);
5. Quando? (o tempo da ação);
6. Onde? (o local do acontecimento);
7. Por quê? (a razão do fato);
8. Por isso... (o resultado ou conseqüência).

Na produção narrativa o verbo é elemento preponderante a ação das personagens e as suas características psicológicas, sendo assim, é importante que uma só situação envolva as personagens para não haver conflitos de postura diante do enredo, no entanto, o texto pode haver conflitos paralelos em que se distingue e ordena os fatos.

O foco narrativo pode ser temporal e atemporal, no qual transita por uma linha tênue a ação dos personagens em período de tensão, suspense, perigo, romance, alegria, júbilo, desespero, etc., que dependendo do foco pode o clímax da história, isto é, o auge ou o apogeu da história contada.

Dependendo do texto o discurso pode ser direto, indireto ou indireto livre. A depender do texto a voz narrativa pode ser em 1ª pessoa que é o narrador-personagem, ou em 3ª pessoa que caracteriza o narrador-observador e ainda o narrador onisciente, isto é, conta a história em 3ª pessoa e, às vazes, narra em 1ª pessoa que revela uma relação intima com a personagem, tem uma proximidade.

O texto narrativo abrange na estrutura ficcional um enredo de exposição, complicação, clímax, e o desfecho, por isso o núcleo verbal é importante para a estrutura das ações das personagens, por conseqüente torna um texto mais fluxo e empolgante e o leitor se envolve na história.