Em si mesmo

Em si mesmo, viver é uma arte
E na arte de viver
É, simultaneamente, o homem:
O artista e o objeto de sua arte
Assim como: o escritor e a palavra.
Ronye Márcio

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quarta-feira, dezembro 15, 2010

O sentir da Educação

Ronye Márcio Cruz de Santana
15 de Dezembro de 2010 às 23h 23min.
Initium Sapientiae Timor Domine

Que a paz de Deus preencha o seu coração,
Que a luz do Senhor ilumine os seus passos
E caminhe na plenitude do amor,
Por isso, plante sementes de caridade,
Regue o broto que germina na campina,
Deixe as estações pôr o seu amor à prova,
Deixe a chuva inundar a sua paciência,
Deixe o vento te jogar para todos os lados,
Deixe a neve congelar a sua irritabilidade,
Deixe a terra soterrar a sua temperança,
Depois disso tudo, agradeça ao Deus
O infinito amor de poder te testar
Quebrando assim todas as suas possibilidades
De poder ver o mundo de outra forma,
Sem presunção, sem arrogância, sem preconceitos.
Permita que a humildade tome conta de sua ação,
Permita que a saudade cure as desavenças,
Permita que a verdade proporcione lucidez,
Permita que o carinho fortifique a gratidão,
Permita que o sonho leve-o/a para o mundo encantado,
Permita que a felicidade transborde em seu olhar,
Permita que a solidariedade reate os laços de amizade,
Permita que a vida trague os melhores momentos do seu dia,
Pensar nos problemas é trazer para se o amor de Deus,
Agradecer-Lhe é ser humilde,
Porque está enxergando o poder do amor de Deus por ti,
Já que Deus põe à prova a quem o ama,
O amor está posto à prova a quem quer ser feliz,
“Deus é o amor” e o amor reside em doar-se,
Por isso, é que por amor...
Sou professor.
É por amor que me dedico ao meu trabalho,
É por amor que me dedico aos meus alunos,
É por amor que me dedico ao conhecimento,
É por amor que me dedico às amizades,
É por amor que me dedico à minha família,
É por amor que me dedico ao prazer de estudar,
E é esse prazer no amor a tudo que tento despertar
No olhar da educação
No ouvir da educação
No cheiro da educação
No sabor da educação
No sentir vivo pela a educação.
Por isso, Ame! Viva! E sonhe!
Que o sabor da vida está em ti.

segunda-feira, novembro 01, 2010

João e a jiboia - John and the boa

Copyright by Ronye Márcio
Feito em 11 de Outubro de 2010
Às 9h. 50min. da noite

    João é um menino que vivia brincando no mato nas proximidades de sua casa. É uma casa simples e pequena. Ele ama nadar na fonte, brincar nas árvores, correr pelo campo, sair livre, leve e solto, feito um passarinho.

     Porém num dia quente de verão ele saiu para o rio bem próximo de sua casa para dar uma refrescada. Ele animado para o banho de rio deixou de observar o ambiente antes de entrar na água. Ele tirou a roupa entrou na água em um só pulo e feito um peixe curtindo as correntezas esqueceu-se dos perigos que ronda um rio, de repente, algo lhe segurou pelas pernas e envolveu todo o seu corpo e começou a lhe esmagar em alguns minutos ele chegou a desmaiar, despertando no lado de fora do rio algum tempo depois com uma jibóia ao seu lado morta e seu pai às lágrimas por ver seu filho são e salvo em seus braços.

John and the boa

     John is a boy who was playing in the woods near his home. This is a simple and small. He loves swimming in the fountain, playing in trees, run around the field, go free, light and loose, made a birdie.

     But on hot summer he went to the river and around his home to give a refreshed. He excited to swim in the river ceased to observe the environment before entering the water. He took off his clothes went into the water in a single bound and made a fish enjoying the rapids forgot the dangers that surrounds a river, suddenly something grabbed him and wrapped her legs around his body and began to crush him in a few minutes he fainted, waking up on the outside of the river some time later with a boa beside her dead and her father to tears to see his son safely in his arms.

domingo, outubro 31, 2010

PRECISAMOS ‘JUNTOS’ SABOREAR O CONHECER

Copyright by Ronye Márcio Cruz de Santana
Feito em 26 de Outubro de 2009
Acadêmico do Curso de Letras III
ronyemarcio@hotmail.com
FACULDADE AGES

Poesia declamada na Faculdade AGES na Palestra da Profª Gilza Andrade Cruz com a temática ‘O sabor do saber: condições de aprendizagem’ , no dia 27 de Outubro de 2009, em Paripiranga-BA.

PRECISAMOS ‘JUNTOS’ SABOREAR O CONHECER,
DEGUSTAR O CONHECIMENTO, O SABER,
AVISTAR A HABILIDADE EM QUEM SE DEVE VER,
DEGUSTAR O SENTIR NO SABOR EM APRENDER,
OUVIR O PERFUME NA LUZ DO TER,
SENTIR ENERGIA, MAGIA NO OUVIR, VER.
SE O QUE SABEMOS É O RESPIRAR,
MAS DESCONHECEMOS TODA ESSÊNCIA DO AR.
SE “O QUE SABEMOS É UMA GOTA,
O QUE IGNORAMOS É UM OCEANO”.
ESTA É A COMPLECIDADE DO VIVER
SABENDO QUE HÁ ALGO POR LÁ,
QUE SÓ SABEMOS SE SENTIRMOS
NA MAIS ÍNTIMA DERME DEGUSTATIVA
O SABOR DE SENTIR
O QUE NÃO SE PODE VER,
NO ENTANTO, PODEMOS OUVIR
ÀQUILO QUE A MENTE CONSEGUE DEGUSTAR
EM CADA VEÍCULA DE LUZ.

DO CHEIRO DA PAPOULA
QUE AFLORA A HABILIDADE
EM COMPETÊNCIA,
PELO ÓPIO DO SABER,
ORLA ATENÇÃO,
CURIOSIDADE,
PERCEPÇÃO
E CONSCIÊNCIA.
DISSE SÓCRATES QUE
“A CONQUISTA DO SABER SE REALIZA
ATRAVÉS DO EXERCÍCIO
LIVRE DA CONSCIÊNCIA.”
SE O HOMEM, DE FATO, NÃO PRIORIZA
É PRECISO QUE O SEU PENSAR,
SINTIR E QUERER,
UNAM-SE AO ENTUSIASMO DO DESCOBRIMENTO,
À COMPREENSÃO DO ETERNO SABER.

O QUE É... AMOR?

Copyright by Ronye Márcio
Feito em 29 de Maio de 1994
Às 7h. 05min. da niote
Initium Sapientiae Timor Domini

O que é amor?


Sonhei que você
Era o meu grande amor.
Hoje, eu peço,
Logo, por favor!
Venha correndo
Para os braços meus,
Que estou a morrer
De saudades de você.


O que é Amor?


Toquei no fundo,
No íntimo do seu coração.
Estou preso nas chamas,
Chamas da paixão,
Paixão essa
Que nasce, cresce,
Transcende e eterniza.
Somente para te amar, nasci;
Fazer-te mulher, cresci;
O que eu quero, é tudo;
E tudo, é o que você quer.


O que é amor?!


Tudo o que eu faço,
Faz-me lembrar de te;
O meu coração dispara
Ao te ver,
Só por te ver.
O meu corpo ferve
Ao te tocar;
É tudo, o que eu quero
É poder te amar
O que é? Amor.

O TEMPO

Copyright by Ronye Márcio
Feito em 13 a 14 de Maio de 1996 às 8h. 05min.
Initium Sapientiae Timor Domini


O tempo não é algo passageiro,
Ele passa, percebido ou despercebido,
Já viu coisas crescerem, morrerem,
Viu guerras, mortes, fome, pobreza...

Há algo que o tempo não cure?
A dor de uma perda,
A saudade de um amor,
Um sonho que ficou,

O tempo é de se pensar,
Se não tem tempo para o hoje,
Será que há tempo para o amanhã?
Isso com certeza ninguém sabe.

Só não se sabe se há tempo para você.
O tempo sempre existirá,
Mas, você só existirá num determinado tempo,
São lembranças que se vão,

Que se perdeu no tempo, no passado,
Às vezes reencontradas, além do seu presente,
Mais distante que o seu futuro,
São coisas que só o tempo pode explicar,
Algo que ninguém sabe e nem saberá.

domingo, setembro 26, 2010

A borboleta

Copyright by Ronye Márcio
Feito em 16 a 26 de Setembro de 2010

O dia amanheceu magnífico, o sol estava brilhando com aqueles raios aquecedores e envolventes que parecia que estava te abraçando e te afagando e fazia a pele se arrepiar do frescor dos raios no corpo.

Fechei os olhos e respirei fundo para sentir o frescor do ar e a sensação agradável da atmosfera que estava em meu redor. O ar tinha o aroma suave das flores silvestres que dava a sensação acolhedora do campo.

Em pé, em frente de casa de olhos fechados estava sentido a emoção de estar no campo verde, num dia ensolarado e esplêndido para se curtir a natureza; o vento marotamente brincando com as folhas das árvores e com os meus cabelos deixando-os arrepiados e embaraçados, no entanto a emoção de sentir a natureza tão viva, tão irradiante e tão marota como uma criança descobrindo uma nova emoção de estar eu um lugar onde nunca esteve, ou a sensação de estrear um novo brinquedo, ou então aquela euforia ou vivacidade de poder correr livre para qualquer lugar sem se preocupar com nada, só em se divertir.

De olhos ainda fechados contemplando a natureza no meu corpo dava para ouvir os pássaros cantarolando hinos de amor e felicidade a Deus e a natureza agradecendo a dádiva de serem livres e felizes nesse momento primaveril. O canto era harmônico e maravilhoso parecendo um coral com seus tons agudos e graves que acalentava a alma e o corpo transportando-os para um ambiente de total paz e amor.

Em frente de casa tinha uma cerca verde e totalmente coberta de flores silvestres, quando observei melhor a cerca estava coberta de borboletas voando de uma flor para outra sugando os seus néctares para se alimentar e manter o equilíbrio da natureza.

Elas bailavam no ar como se fossem bailarinas movimentando-se para cima e para baixo nas ondas do vento, como se fosse a música que embalava as bailarinas nos seus saltos e rodopios magistrais. Lembrando aquelas crianças faceiras e apimentadas que não conseguem ficar em lugar algum, nem que seja por dois minutos de repouso.

Nesse momento de repouso e descontração senti uns puxões na barra da minha camisa, quando abri os olhos era o meu filho com aqueles olhos pidões e ávido de informação era a famosa fase dos por quês... Eu já não agüentava mais explicar tantas coisas para o meu filho, era tanta pergunta que me deixava ébrio, parecia mais uma barata tonta preste a ser massacrada ou dando sopa para um predador.

A sensação era horrível e desconfortante, contudo era gratificante ver aqueles olhos brilhantes querendo saber de tudo,e quanto mais eu explicava mais ele perguntava, eram dúvidas infinitas e pertinentes para qualquer um.

A primeira pergunta que ele me fez foi:

__ Pai, como nasce uma borboleta?

Imagine você nesse momento de contemplação natural e espiritual e ter que parar para responder uma pergunta científica dessa. É somente sendo pai para passar por isso!

Olhei para o meu Grandão, pois é assim que eu o chamo. Peguei-o no colo e levei-o para a cerca natural, aproximamo-nos das flores e das borboletas e lá comecei a explicar o processo pela qual passa a lagarta até chegar a ser uma bela borboleta.

__ Péricles, para nascer uma borboleta, primeiro tem que nascer a lagarta.

Ele com aquela carinha de incrédulo franziu a testa e meio irritado me explicou o seguinte e me perguntou:

__ Mas a lagarta é um animal e a borboleta é outro animal. Eles não se misturam, papai! A borboleta voa e a lagarta não voa. Mas como um faz nascer a outra?

__ Meu filho, a lagarta é um ser metamórfica...

Antes mesmo de terminar a explicação ele me questiona outra vez.

__ Mas o que é metamórfica?

__ Metamórfica vem da palavra metamorfose que significa mudança de forma, isto é, é quando um animal tem uma profunda mudança de forma e aparência que ocorre de uma fase da vida para a outra, como é o caso da lagarta, do mosquito, do sapo e etc.

__ Pai, não entendi?

Como a explicação era muito abstrata para a cabeça do meu filho, tive que recorrer para os documentários que ele tinha, que era o filme Microcosmos, que justamente falava dos insetos e dentre estes tinha um capítulo sobre as borboletas.

À medida que o documentário ia passando, eu explicava mais detalhado para ele para que pudesse compreender melhor o processo de mudança e transformação desse pequeno animal.

A película iniciava com a lagarta saindo do ovo. Ele ficou maravilhado com a eclosão e a fome voraz que tinha ao nascer. Péricles ficou impressionado quando ele viu a lagarta comendo o próprio ovo, a curiosidade foi tanta que quis saber por que ele comia a casca do ovo.

Tive que explicar que as lagartas se alimentam das cascas porque tem muito nutriente e ia alimentá-la até conseguir chegar a uma folha para saciar a sua fome.

__ Então, pai! A lagarta tem fome?

__ Sim, todo ser vivo precisa se alimentar para poder continuar a própria espécie. Ela tem que nascer, crescer, namorar, que dizemos acasalar para os animais, pôr os ovos, que serão seus futuros filhotes, envelhecer e morre.

Nas imagens ele percebeu que a lagarta come muito e que ela pode destruir uma plantação. Percebeu que ela era uma prega para a lavoura e que causaria muitos prejuízos para os agricultores.

Depois que ela comeu bastante, a lagarta se dirigiu para uma árvore que tinha um galho seguro e começou a tecer o seu casulo para entrar no seu processo de metamorfose.

Após ter terminado o casulo os dias e as noites foram passando. A textura e a coloração do casulo foram mudando, até que a magia da natureza se concretiza, ela rompe o casulo e cada vez mais a força para sair; a estrutura do casulo se fortificou durante o passar dos dias para protegê-la do clima, por essa razão é que ela se debate muito para sair.

A borboleta, também, gostou todas as suas forças para fazer o processo de metamorfose, daí a dificuldade para romper casulo. À medida que ela forçava saía mais um pouco, isso era necessário para esticar e fortalecer as suas asas, sem esse processo ela perde os movimentos delas e se torna uma presa fácil. Quando ela consegue sair do casulo ela passa um tempo esticando-as e se aquecendo para levantar o vôo para se acasalar e pôr seus ovos e fechar esse ciclo de sobrevivência.

Esse tempo todo Péricles estava com os olhos fixos na televisão, encantado com o show da vida e cada cena era determinante para ele compreender que a lagarta se transformava na borboleta e que ela era responsável para a existência das lagartas.

Quando ele compreendeu essa dinâmica, todo extasiado saiu correndo para frente de casa e ficou contemplando as borboletas voando por todos os lados, de flor em flor, de um canto para o outro, subindo e descendo como um balé em harmonia.

Nesse momento o vizinho da frente olha para o Péricles e curioso pergunta:

__ O que você está fazendo, Péricles?

__ Eu estou olhando as borboletas se alimentando do néctar das flores. Tenório, você sabia que a borboleta faz nascer à lagarta e que a lagarta vira a borboleta?

__ É mesmo?

Desse momento em diante não ouvi mais ele contando a história da lagarta e da borboleta, mas o que soube foi que ele foi muito elogiado por Seu Tenório pela inteligência e o domínio que ele tinha sobre os assuntos dos animais.

Bem até o momento o sonho dele é ser veterinário, pelo menos ele está percorrendo o caminho certo.

sábado, setembro 25, 2010

UMA LUTA PELA IGUALDADE

Copyright by Ronye Márcio
Feito em 13 de Maio de 1996
Ás 11h15min.

Ao sem-terra

Essa manhã resplandecente,
Metafórica em sua natureza,
Transformadora de sonhos,
Manhãs que nunca se acabam, eternas.
Cheios de vida,
De magias, mistérios...
Um mundo onírico, fantástico.
Prematuramente devastado,
Sonhos cerrados,
Florestas devastadas,
Vidas dizimadas,
Homens esfacelados
Por injúrias, pobreza.
Povo desterrado de sua terra natal
Brutalmente chacinado
Corpos de encontro à terra,
Almas de encontro ao céu
Vidas dissipadas dos corpos
Pelos animais da própria espécie,
Covardes!
Lei não tem,
Nem dinheiro no mundo,
Que assegure
Ou vale mais que uma vida.
Aqueles sonhos dissipados,
Covardemente destruídos
Acabaram sendo esquecidos
No espaço, no tempo.
Encoberto por medo, por perdas,
Mas lutadores por um trabalho digno,
Por direito a uma vida melhor.
Enquanto houver sonhos
De Liberdade e Igualdade,
Haverá lutas, derrotas e perdas
Por parte dos lutadores de sonhos,
Haverá corpos ao chão ensanguentados,
Haverá sonhos dizimados.
E a impunidade dos assassinos
De sonhos alheios, ladrões,
Que se resume num mundo de opressões
Numa vida bizarra dos oprimidos,
Sem vida e sem condição.

O TEMPO

Copyright by Ronye Márcio
Feito em 13 a 14 de Maio de 1996 às 8h. 05min.
Initium Sapientiae Timor Domini



O tempo não é algo passageiro,
Ele passa, percebido ou despercebido,
Já viu coisas crescerem, morrerem,
Viu guerras, mortes, fome, pobreza...

Há algo que o tempo não cure?
A dor de uma perda,
A saudade de um amor,
Um sonho que ficou,

O tempo é de se pensar,
Se não tem tempo para o hoje,
Será que há tempo para o amanhã?
Isso com certeza ninguém sabe.

Só não se sabe se há tempo para você.
O tempo sempre existirá,
Mas, você só existirá num determinado tempo,
São lembranças que se vão,

Que se perdeu no tempo, no passado,
Às vezes reencontradas, além do seu presente,
Mais distante que o seu futuro,
São coisas que só o tempo pode explicar,
Algo que ninguém sabe e nem saberá.

MENINOS DE RUA

Copyright by Ronye Márcio
Feito em 17 de Agosto de 1993
Initium Sapientiae Timor Domini


Nas favelas e nas ruas
Morrem crianças,
Que moram nas ruas.
Morrem de fome,
Ou assassinadas
Na rodoviária
Ou, também na Candelária.

Na frente da Igreja
Ou nos pés do altar,
Morrem tantas crianças,
Que dá vergonha de falar.

Falar da pobreza,
Tão somente da fome,
Mas da “nobreza”,
Que deixa as crianças com fome.

Crianças de rua
Famintas por ações – solução.
Sabe que a vida é difícil,
Por ela malquista
Racista,
Malvista.

Que grande nação,
Nação de crianças,
Crianças famintas,
Famintas por diversão,
Pois, ainda, são crianças,
Crianças no parque do mundo,
Sonhando com o parque de diversão.

Ó Senhor! Dê-nos
Um mundo mais justo,
Dê-lhe o pão
E consciência aos imputos.

Estória de uma avó

Copyright by Ronye Márcio.
Feito em 30/08/03 às 09h30min

Regozijo pueril
Onde transpira a infância
Nasce toda a inocência
Yes, I love you, do juvenil
És isento de malícia.

Maroto em peraltices,
Azedume nas brincadeiras.
Resmungava altas tolices.
Cantiga, história fagueiras.
Ilusões de tais crendices,
Ostentava em meninice.

Carinho pela cultura;
Rodeado de fartura;
Uma avó cheia de história;
Zoada, lenda, oratória,

Do mito a fatos reais,
Estórias bem culturais

São passadas pela Anciã
A mais nova geração __ dita sã
Nessas rodas à fogueira
Toda Vida do local,
A esses Anjos tão matreiros...
Nossa crença brasileira.
A educá-los em moral.