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Em si mesmo, viver é uma arte
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O artista e o objeto de sua arte
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Ronye Márcio

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sábado, outubro 18, 2014

Administração Escolar: introdução crítica.


PARO, Vitor Henrique. Administração Escolar: introdução crítica. 16 ed. São Paulo: Cortez, 2010.
 
 
 
RESUMO
 
Com o livro Administração Escolar: introdução crítica Vitor expõe todo o seu conhecimento a respeito do tema, visto que atualmente é professor titular (Colaborador Sênior) da Faculdade de Educação da USP, onde exerce a pesquisa, a docência e a orientação de discípulos em nível de pós-graduação. É coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Administração Escolar (Gepae). Atua na área de Educação, com ênfase em Políticas Educacionais e Administração de Unidades Educativas. A finalidade da obra é examinar o papel do diretor e a organização do trabalho escolar visando à mudança social, em que se faz várias incursões para que se tenha um panorama das funções da escola em uma sociedade de estrutura capitalista, visando a organização do trabalho dentro e fora da instituição de ensino considerando que o aluno é sujeito de uma práxis social, visto que a administração escolar é voltada para a transformação social.
 
CITAÇÕES: Capítulo I: O conceito de administração em geral.
 
A administração como é entendida e realizada hoje é produto de longa evolução histórica e traz a marca das contradições sociais e dos interesses políticos em jogo na sociedade. (...) Isso implica examinar o conceito de administração em geral, ou seja, a administração abstraída de seus determinantes sociais que, sob o capitalismo, por exemplo, configuram a chamada administração capitalista. Mas, aí, não se trata, já, de administração em seu sentido apenas geral, e sim administração historicamente determinada pelas relações econômicas, políticas, sociais que se verificam sob o modo de produção capitalista. (p. 24-25)
 
(...) níveis da práxis humana, fica fácil raciocinar em termos de atividade administrativa e de admitir que aqui também se encontra um tipo ou nível de administração que é invenção / descoberta de novos procedimentos e caminhos para se alcançar objetivos e um outro que é repetição / imitação desses caminhos e procedimentos: uma administração criadora e uma administração reiterativa. (p. 40)
 
De acordo com o grau de consciência da práxis, pode-se falar em dois níveis da práxis: práxis reflexiva e práxis espontânea. No primeiro caso, ocorre alta consciência da atividade prática que, no segundo, encontra-se bastante reduzida ou quase não existe. É preciso ressaltar que, embora intimamente ligados aos dois níveis anteriores (da práxis criadora e da práxis reiterativa), esses dois novos níveis com eles não se identificam nem precisam necessariamente se coincidir. (p. 42)
 
PARECER:  
 
 
          Toda administração é imbuída de ideologias que se revertem em poder ou na manutenção do poder, no entanto essa dualidade entre poder / sociedade é uma relação de dependência íntima, visto que só se administra caso haja o que administrar e quem administrar, essa dupla regência é que fascina a elite, mas para isso o administrador tem que conhecer o perfil da sociedade e as pretensões da elite para que se possa construir uma administração que atendam uma necessidade social satisfatória e atinja a realização da elite plenamente.
          Daí que surge a práxis que é fazer no administrar, mandar, comandar e a mesma ação que é lucrar, produzir fortuna, atingir metas, ter produtividade e essas ações práticas é que garantem a manutenção social, ideológica e partidarista.
 
CITAÇÕES: Capítulo II: A administração capitalista.
 
Se a capacidade de produzir excedente não é exclusiva da sociedade capitalista, a exploração do trabalho, que é a apropriação desse excedente, também antecede o surgimento desse modo de produção. (p. 51)
 
(...) para a formação do valor, não importa já o trabalho em forma concreta, particular, criadora de valores de uso, mas o trabalho abstrato, indiferenciado, o trabalho geral. (p. 55)
 
(...), com a utilização dos meios de produção, o capitalista consegue apenas ver transferida a mesma magnitude de valor para o novo produto, a utilização da força de trabalho, a realização de seu valor de uso, ou seja, o trabalho do trabalhador é criador de valor. E ele cria mais valor do que o contido na força de trabalho paga pelo capitalista. Numa parte de seu trabalho, durante o tempo de trabalho necessário, ele cria um valor equivalente ao de sua força de trabalho. Esse montante é pago pelo capitalista sob a forma de salário. Mas sua jornada de trabalho não termina aí. Durante o restante da jornada de trabalho ele vai produzir um valor adicional que fica nas mãos do capitalista e que faz a diferença entre D e D’. Esse valor produzido pelo trabalhador durante o tempo de trabalho excedente é a chamada mais-valia, objetivo último do processo de produção capitalista. (p. 62)
 
PARECER
          O capitalismo é responsável pela construção de uma sociedade mais desigual, visto que, é ela que produz e que é detentora do capital e determina o quanto vale o trabalho a ser executado, a força que é executada e o valor custo-benefício do produto final.
          É o processo administrativo que conduz o fio condutor do capitalismo para organizar a relação de patrão / empregado e de matéria-prima e produto final e como tudo isso vai reverter em lucros e benefícios para o empregador.
 
CITAÇÕES: Capítulo II: 2. Administração, divisão do trabalho e gerência.
 
 
A administração, ou a utilização racional de recursos para a realização de fins, adquire, na sociedade capitalista, como não podia deixar de ser, características próprias, advindas dessa situação de domínio. Permeando a estrutura e a superestrutura, tanto a “racionalização do trabalho” quanto a coordenação do esforço humano coletivo adquirem, ao lado das propriedades gerais (...), características específicas do modo de produção capitalista. (p. 65)
 
Ao dividir o ofício em seus elementos mais simples, a produção capitalista está, ao mesmo tempo, promovendo a desqualificação do trabalhador. Este, que no processo anterior podia desempenhar uma função complexa que lhe exigia a participação não apenas de sua habilidade física, mas também de seus conhecimentos, capacidade de raciocínio, decisão e criatividade, passa a exercer, no processo capitalista de produção, apenas uma tarefa parcelar e repetitiva, que lhe exige, além da destreza física – e, ainda assim, limitada a operações muito restritas –, uma participação intelectual que fica pouco acima do nível requerido pelo trabalho animal. (p. 92)
 
Esses esforços [a submissão do trabalho ao capital] no sentido de persuasão e manipulação dos trabalhadores refletem-se fortemente na teoria administrativa deste século, na medida em que todas as “escolas” de administração, a partir de Taylor, têm dedicado considerável – quanto não a maior – parte de suas atenções ao estudo de problemas “sociais” e “humanos” no interior da empresa, tais como relações interpessoais, motivação, interesse e satisfação pessoal dos trabalhadores, conflito de interesses entre gerência e subordinados etc., utilizando-se, para isso, das contribuições da Psicologia, da Sociologia etc. (p. 106, [Grifo Meu])
 
PARECER
 
          A utilização racional do materialismo incide diretamente na evolução da sociedade a partir das técnicas de manipulação social para se construir uma sociedade dependente do contexto entre a necessidade e a produtividade caracterizando em um produto de mais-valia agregada ao valor do produto final. Já na relação de estrutura e superestrutura se faz uma ponte com o contexto social sendo representados pelas leis, instituições, regras e costumes em que o capitalismo cobra o desempenho da função do empregado em relação com suas habilidades físicas e psíquicas para a construção do capital final do produto a ir para o mercado.
          Já na questão da persuasão e manipulação dos trabalhadores tem-se como finalidade o estudo do indivíduo e das relações entre si, entre patrão e empregado, entre empresa, gerência e subordinados com foco de análise e estudo voltados para a Sociologia em que se analisa a influência da empresa com o comportamento social nas interações e mudanças de comportamento e para a Psicologia que estuda o reflexo comportamental entre influência e o desejo de consumo causando uma quebra de paradigma e de posicionamento moral e ético.
 
CITAÇÕES: Capítulo III: Transformação social e educação escolar.
 
A administração estará tanto mais comprometida com a formação social quanto mais os objetivos com ela perseguidos estiverem articulados com essa transformação. Assim sendo, no caso da administração escolar, análise de suas relações com a transformação social deve passar, necessariamente, pelo exame das condições de possibilidade da própria educação escolar enquanto elemento de transformação social. (p. 119-120)
 
Capítulo III: 1. Transformação social: superação da sociedade de classes.
 
(...), o conceito de Estado refere-se ao conjunto dos órgãos através dos quais a classe dominante exerce a coerção sobre as pessoas e grupos que não concordam com a direção que ela procura impor à sociedade. Nesta preciso sentido, as funções do estado se identificam com as funções da sociedade política, as quais ele procura manter sob seu exclusivo domínio, através do monopólio legal da força. (p. 124-125)
 
(...) Por um lado, os conteúdos ideológicos são apresentados como dotados de uma perenidade que está acima da própria história, já que são considerados válidos e verdadeiros para qualquer sociedade historicamente determinada. Para outro lado, os fins a que visam e os interesses a que atendem não são tidos como fins e interesses particulares da classe dominante, mas como se fossem comuns a toda a sociedade. (p. 130)
 
O caráter dialético e orgânico do vínculo que existe entre estrutura e superestrutura se expressa concretamente nos grupos encarregados precisamente de realizar essa ligação: os intelectuais. (p. 133-134)
 
A homogeneidade se concretiza à medida que é proporcionada à classe operária a consciência de sua função revolucionária, através da difusão da nova concepção de mundo e de educação das massas no exercício do pensamento crítico e da aceitação ativa e crítica da tal ideologia, evitando, ao mesmo tempo, sua deformação e lutando para que ela predomine sobre as demais e se generalize em toda a sociedade. (p. 149-150)
 
PARECER:
 
          O primeiro passo para se mudar uma sociedade é dar mais autonomia à educação, somente assim é que as pessoas construirão uma consciência crítica a respeito do que seja a vida e sobre todo que nela existe. Para transformar a consciência pequenas mudanças tem que acontecer, como a administração escolar democrática em que as famílias escolhem o melhor dirigente ou diretor para que possa transformar a localidade em algo melhor, geando igualdades de oportunidades para todos.
          Por outro lado e escola tem que está preparada para a reconstrução do Projeto Político Pedagógico em que realmente atinge às necessidades da comunidade local e que trace metas claras e coerentes para que solucionem os problemas existentes da sociedade. O que se espera da comunidade intelectual é que eles tragam benefícios e melhorias a todos.
 
Capítulo III: 2. Educação escolar para a transformação social.
 
(...) a educação poderá contribuir para a transformação social, ne medida em que for capaz de servir de instrumento em poder dos grupos sociais dominados em seu esforço de superação da atual sociedade de classe. Dessa forma, a questão da educação enquanto fator de transformação social inscreve-se no contexto mais amplo do problema das relações entre educação e política. (p. 154)
 
(...) o papel da escola é o de dotar as pessoas de determinados requisitos intelectuais indispensáveis ao exercício de uma função no campo da produção. Não se deve, entretanto superestimar o papel da escola e este respeito, havendo muito equívoco na posição que a identifica como essencialmente reprodutora da força de trabalho. (p. 159)
 
(...) a negação do papel educacional da escola é através da articulação política dos métodos pedagógicos com ideais e medidas que levam à minimização do saber passado às massas. Foi o que aconteceu, por exemplo, com relação ao movimento da escola nova que, deslocar o problema da democracia do âmbito da sociedade global (igualdade de oportunidades, correção das injustiças sociais) para o âmbito da unidade escolar e de sala de aula (preocupação com o método, respeito às diferenças individuais), acabou por contribuir para a elevação da qualidade do ensino e das elites e o empobrecimento do conteúdo da educação destinadas as massas populares. O pretexto de melhoria da qualidade do ensino (de uns poucos) contribuiu para que se relegasse a um plano secundário a preocupação com a qualidade dos que teriam acesso a tal qualidade. (p. 163)
 
PARECER:
 
 
          A função da escola é de construir uma sociedade mais justa e igualitária, no entanto o que se vê é a perpetuação dos ideais da sociedade elitista quando se constrói uma administração que é imposta pala política dessa própria sociedade elitista.
          No princípio a escola era fonte de poder e de sabedoria, pois era nela que as famílias mais abastadas mandavam seus filhos para construírem seus conhecimentos e sua formação intelectual, no entanto quando se passou a mudas a sociedade viu-se a necessidade de procurar outra forma de manipular a sociedade para manter o poder sem que possa ser importunado no seu intocável e supremo poder.
          Em quanto a escola tiver servindo como ferramenta de manipulação todo e qualquer aluno poderá ser manipulado e condenado a viver na obscuridade da ideologia capitalista.
 
CITAÇÕES: Capítulo IV: Administração escolar e transformação social.
 
(...) a administração se constitui em instrumento que, como tal, pode articular-se tanto com a conservação do status quo quanto com a transformação social, dependendo dos objetivos aos quais ela é posta a servir. A recuperação desse caráter instrumental de toda administração é de importância decisiva para o exame da atividade administrativa em nossas escolas, já que, somente a partir desta perspectiva, é possível conceber a possibilidade de uma Administração Escolar voltada para a transformação social. (p. 185)
 
Capítulo IV: 1. O caráter conservador da Administração Escolar vigente.
 
(...) Na escola, embora não se possa menosprezar a divisão de trabalho como fator de desqualificação profissional, não se deve desprezar também outros aspectos específicos da realidade escolar. Neste contexto, é justo afirmar que o ponto de partida dessa desqualificação não foi a preocupação com a eficiência da escola, mas precisamente a desatenção para com a degradação de seu produto (...) a ser produzido pode ser de qualidade bastante inferior, passa-se a utilizar, em sua elaboração, meios de produção e mão de obra de qualidade também inferior, os quais estão disponíveis, geralmente, em maior quantidade e a preços mais baixos. No processo de degradação das atividades profissionais do educador escolar, com a consequente desqualificação de seu trabalho e o aviltamento de seus salários, deu-se algo de semelhante: na medida em que não interessava à classe detentora do poder político e econômico, pelo menos n que diz respeito à generalização para as massas trabalhadoras, mas que um ensino de baixíssima qualidade, (...). Tudo isso gerou a multiplicação das classes superlotadas, recursos didáticos precários e insuficientes, precaríssima qualificação profissional e baixíssima remuneração do professor e do pessoal da escola em geral. A consequência inevitável foi a baixa qualidade do ensino, em um círculo vicioso em que a degradação do produto da escola pode ser identificada, ao mesmo tempo, como ponto de partida a como resultado da desqualificação profissional do educador escolar. (p. 197-198)
 
Capítulo IV: 2. A natureza do processo de produção pedagógico na escola.
 
Uma Administração Escolar que pretenda promover a realização das atividades no interior da escola deve começar, portanto, por examinar a própria especificidade do processo de trabalho que aí tem lugar. Este aspecto, embora muito pouco explorado, mesmo no seio da uma concepção crítica da educação e, em especial, da Administração Escolar precisa ser mais bem analisado, inclusive como para uma negação radical da tendência à aplicação, na escola, da administração empresarial capitalista. (p. 205-206)
 
Capítulo IV: 3. Administração Escolar para a transformação social.
 
(...) a Administração Escolar verdadeiramente comprometida com a transformação social deverá estar, conscientemente, buscando objetivos que atendam aos interesses da classe trabalhadora. (p. 231)
 
PARECER:
 
 
          A recuperação da estrutura educacional perpassa pela valorização dos profissionais de educação e de uma gestão democrática em que a escola realmente esteja preocupada com a construção da sociedade local. Os profissionais da educação acima de todo devem permanecer com a qualificação profissional, atualizando-se revertendo o ensino sucateado em um ensino de qualidade e para a libertação do senso crítico construindo a sociedade mais livre e consciente.
          Se a escola negar o currículo elitista e produzir seu próprio currículo construindo, assim a sua personalidade e reforçando a sua cultura fará com que a relação Políticas Públicas – Escola – Comunidade e conhecimento se completem indissociavelmente para o bem comum.
 

PARECER CRÍTICO:
 
          A obra de Paro é essencial para todo aquele que deseja conhecer a microestrutura e a macroestrutura de uma gestão administrativa, contudo o que deixa mais evidente é o esclarecimento das temáticas a respeito do conceito de administração de forma geral, perpassando pelo princípio da visão capitalista e o processo de exploração social e a importância desse tipo de exploração para a construção de uma sociedade submissa e conformada.
          Porém segundo Vitor Henrique a administração é analisada pelo panorama do trabalho e da manipulação do mundo capitalista, em que os mais desfavorecidos tenham que se submeter as vontades da elite dominante, gerando aí o princípio da irracionalidade dentro do controle social.
          É com a práxis que a massa encontra um caminho para fugir da miséria e fortalecer a sua qualificação por meio dos estudos. No entanto a transformação social só ocorreu a partir do momento em que as pessoas passaram a construir seu próprio conhecimento e passaram a exigir dos dominantes esta capacitação par direitos de melhoria, surgindo a partir desse momento profundas mudanças na Educação Escolar em que todos tenham condições igualitárias para melhorar de vida por meio do estudo fazendo uma mudança social pela consciência e criticidade política.
          Na obra Administração Escolar: introdução crítica nos conscientiza que uma transformação só acontece quando toda a sociedade trabalha junta construído suas metas e solucionando seus problemas atingindo os objetivos propostos para toda a comunidade. Em suma, para a Administração Escolar dar certo é preciso que a transforme constantemente e que tenha um caráter vigente garantindo a natureza do processo de produção pedagógica por meio do Currículo, do Projeto Político Pedagógica e dos referenciais que possibilitem a Administração Escolar favorecer transformações gradativas a comunidade em que está inserida.
          O autor Vitor Paro foi muito abrangente no processo de construção Administrativo da escola pelo viés da história com pitadas de análises sociológicas construindo, assim um panorama socioeducacional extraordinário, principalmente para aquele que não tenha conhecimento da construção ideológica da escola da sociedade e como podemos mudar a realidade mesmo com parcas ferramentas de trabalho e pouco conhecimento a respeito de processo de ideologia e manipulação social pela sociedade burguesa aí presente.
          De forma didática Paro consegui mostrar a importância de uma Administração Escolar para a transformação de uma sociedade e da consciência dos cidadãos para se libertar das amarras do mundo capitalista sem se tornar escravo e alienável das ideologias do mundo capitalista.
          A obra é de suma importância para qualquer um que deseja construir um mundo mais igualitário e desenvolver habilidades de pessoas que não conseguem se libertar das armadilhas do capitalismo selvagem. Ela é indicada para todo profissional da área Administrativa Pedagógica e para professores que queiram se aprofundar na temática que permeia a escola. Esse livro, enquanto obra literária contribui muito para a profissão do professor, pois dá mais poder de consciência para o próprio trabalhar com o aluno de forma mais crítica e que o leve a construir seus próprios passos sem que tenha uma manipulação direta da elite.
          Enquanto leitor, deixo a minha crítica em relação a prática de administração escolar e passos que um administrador poderia fazer para construir uma sociedade melhor, contudo o autor focou muito no ponto de vista marxista em relação do princípio de dominação estendendo e muito o tema e deixando por último a relação da escola e a Administração Escolar de forma mais sucinta e perene, contudo o que ele trouxe, não significa que foi irrelevante ou descartável.
          Quando comecei a ler percebi que a obra traz uma contribuição vultuosa a respeito do processo histórico sobre dominação, manipulação, ideologia e conformismo por meio do capitalismo e uma contribuição média em relação ao tema Administração Escolar e o papel da escola como transformador social e muito pouco indicações de propostas para que o professor ou o administrador possa reverter essa realidade deixando a discursão na teoria e muito pouco na prática efetiva desse trabalho.
          À luz de Vitor Henrique Paro reitero a importância de sua obra e ainda trago a lume que ele de modo perene aborda práticas eficiente sobre a prática de Administrar e de modo aviltante conceitos neoliberais pelo mundo capitalista, mas não deixando sua marca critiquíssimas a respeito da análise da escola e de sua função enquanto construtor de cidadãos.

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